terça-feira, 30 de maio de 2006

O que se pode suportar?

O que se pode suportar? O que se tem que suportar? E o que se deve suportar?
Aparentemente são perguntas que não deixam duvidas para serem respondidas mas, será mesmo?
Muitas vezes nos surpreendemos com cenários que vivemos ou presenciamos, “como alguém pode se sujeitar a isto?” , “como pude aturar aquilo?”, “não sei se conseguiria passar por esta ou aquela situação,” e por aí vai..
Os momentos passam em nossa vida, os bons e os ruins, eles vem, ficam o que tem que ficar, ou o que deixamos que fiquem, e depois vão embora.
Enquanto estamos por aqui, precisamos tratar as perguntas acima, e o timing e a sabedoria para lidar com elas é raro, e normalmente uma aquisição, muito, mas muito dolorida.
É importante lembrar que não se deve somente em relação a nós mesmos, mas em relação aos que nos cercam também.
Limites existem para serem respeitados, porque estão lá para preservar, conservar, quebra-los, como, quando, onde e de que jeito já é outra historia.
Vivemos um dia a dia estressante numa sociedade cada vez mais só: trabalhamos sós, isolados em baias, moramos sós, viajamos todos os dias isolados em conduções lotadas ou em nossos automóveis.
A natureza humana é capaz de feitos maravilhosos e outros tantos abomináveis. Tudo depende do gatilho que se dispara.
E somos egoístas, queremos atenção, respostas, prioridade, satisfação e felicidade, tudo ao mesmo tempo e tudo agora, e raramente nos importamos em que condições o fornecedor está operando, nós queremos é a mercadoria.
Somos cliente e somos fornecedores também. Uma cadeia e um círculo, um conjunto de engrenagens que, quando não estão em sincronia, danificam seriamente umas às outras.
Por amor, por respeito, por necessidade, por vício, ou mesmo pasmem, por não saber como fazer de outro jeito, operamos sempre na beira do limite, esbarrando, forçando, esfolando. E por aí vai.
Uma vez nesta situação, assim como nas máquinas, o organismo e a mente se ressentem do esforço, e a barra pesa, o humor acaba, a paciência também, e haja atrito. e você recebe o que gera e pronto esta formado um cenário propício para uma variedade de coisas.
Em situações assim, a parte mais difícil e ter consciência dela, e buscar o seu término, a sua conclusão ou mesmo posturas para suportar os fatos sem prazo de termino.
Acho que agora você entendeu sobre eu falar do quanto pode ser dolorido lidar com isto. Fala-se muito do antes, do depois, mas do durante: ninguém fala nada.
Como faz? o que diz? O que não diz? Falta muito? Não diz nada? E aí?
Invariavelmente terminamos aprendendo da pior maneira, quebrando a cara, se machucando, machucando outros, dureza.
Não há bem que dure para sempre, não há mal que nunca se acabe.
Nestas horas vale a fé, e a confiança, e todos os créditos acumulados dos bons sentimentos, mais a experiência dolorida que já vivemos, para agüentar mais um pouquinho, e mais um pouquinho.. até que esteja tudo concluído.
Afinal a gente faz por aquilo e por quem se ama. Afinal se estamos fazendo é porque o coração mandou, o instinto pediu, a consciência obrigou.
E não importa, não interessa em que estado se fique, o quanto se vai machucar, o quanto vai destruir, o quanto se vai fragilizar, afinal fazemos o que deve ser feito, o que se quer de verdade, é a certeza de que haverá um porto seguro, um lugar para ficar quieto, para curar as feridas, um colo. Não pra esconder, não para desculpar, não para ser conivente, apenas para você arrear os pedaços, refazer o estrago e começar de novo. O pior é que difícilmente a gente acha, porque por incrível que pareça entendem tudo, menos isto..

segunda-feira, 29 de maio de 2006

To chegando

consegui risos, terei que ser rápido!! então...
Aviso aos meus 6,25 leitores, e a quem interessar possa:
isto aqui não está abandonado não.
apesar de todos os bloqueios e restrições,e proibições da vida, e de computadores bichados,
estamos nos organizando para retornar à nossa programação normal.

aproveitando:
voces já viram como a vizinhança anda ocupada? o livro antigo esta atras de namorado, tem megera planejando lipo, barraco rolando, ruiva sumida, minha vaca favorita desancando abusados, literalmente uma festa.

quinta-feira, 11 de maio de 2006

Esta Frio

Está friozinho no Rio.
As arvores estão com as folhas mais verdes e as flores mais coloridas..
O vento dá arrepios na gente.
Dá uma preguiça danada para sair da cama de manhã.
Chocolate quente, mate , chá, vinho com canela, massas, sopas, foundue.
As mulheres um pouco mais elegantes nas ruas: moda outono/inverno, meias vestidos, casacos.
Gostoso esquentar ao sol da manhã.
Vontade de ficar agarradinho.
A chuva que cai e renova a terra espanta a nossa vontade de sair de casa. ou então aumenta a nossa vontade de chegar lá.
Passatempos dentro de casa: jogo de botão com filho, xadrez, quebra-cabeças, nova tentativa de ouvir aquele cd comprado à eras.
Tempo bom para conversar com os amigos, sorrisos, violão e voz.
Em cada época tempos o "bom da hora" para fazer, basta procurar, e praticar.
melhor do que ficar achando o que reclamar.
pense nisto..

Tô Vivo

Oi para todo mundo!!
Antes de mais nada to vivo sim.
Estou me sentindo igual ao willie coyote mas tô vivo.
Se alguem viu a placa do caminhão passa para a PM.
Com saudade de todo mundo, de quem comenta e quem não comenta também.
Perdoem-me os meus 7 1/2 leitores mas este escriba esta assoberbado de tratalho e de
perturbações tambem. mas este cantinho não é Jerusálem para ser muro de lamentações.
O mundo gira, e a fila anda. hoje difícil amanhã bem melhor.

beijão para todo mundo!

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Agenda de um dia

Um dia sem celular, sem trabalhar, sem contas, sem ninguém torrando o saco, sem problemas seus, meus, nossos, de outros, apenas um dia assim:

Dormir agarradinho,
Acordar agarradinho,
Café na cama, croissants, geléia, sucos, você.
Disputar quem tem mais preguiça pra levantar,
Banho demorado, banho acompanhado,
Cozinhar para um almoço ao ar livre:
Vinho, empadão de legumes com palmito e champignon, você.
Uma manta grande, sua companhia,
Cafuné, livro novo da Fal pra ler.
Barulho: de crianças correndo, pássaros, vento..
Lanchar Vinho, torrada, pastas, Chocolates, você,
Passear no calçadão da praia até anoitecer.
Jantar: Capelleti, vinho, molho branco, torta alemã, você.
Sorrisos, aconchego, conversar, ouvir-te, te pagear enquanto dormes.
Cear na insônia: chá, biscoito de nata,
ou simplesmente assaltar escandalosamente a geladeira e ah, sim, você.
Dormir agarradinho,
Acordar agarradinho...

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Auto-estima

Auto-estima: Condição básica para encontrar e viver um grande amor!
:: Rosana Braga ::


Podemos dizer, de uma forma bastante sucinta, que auto-estima é o sentimento que nutrimos em relação a nós mesmos, é a imagem que temos de nós, é o que pensamos quando nos olhamos no espelho. Enfim, podemos “medir” a nossa auto-estima de acordo com o quanto nos amamos, nos respeitamos, nos aceitamos e nos valorizamos.

Caso você não saiba, manter em alta estes sentimentos em relação à você mesmo é quesito indispensável para que você consiga atrair, envolver e conquistar uma pessoa. Lembre-se também que estas três artes são independentes e, ao mesmo tempo, totalmente inter-relacionadas uma com a outra. Ou seja, você pode atrair uma pessoa, mas não envolvê-la e nem conquistá-la. Pode também atraí-la, envolvê-la, mas não conquistá-la. No entanto, para conquistá-la, você precisará, obrigatoriamente, atraí-la e envolvê-la!

Temos duas notícias para você: uma boa e outra ruim! A notícia ruim é que existem muitas pessoas que não se amam, nem um pouquinho; que se consideram um peso e não conseguem enxergar em si mesmas nada de especial. Mas o pior é que, uma vez que a pessoa acredita-se assim, ela corre o sério risco de se tornar exatamente assim, ou seja, feia, chata, apática, sem brilho, etc., o que, certamente, só vai reforçar a idéia de que ela tinha razão.

A notícia boa é que todos nós podemos acreditar no que quisermos. E também que podemos mudar de crença no momento em que desejarmos, pois temos todas as ferramentas que necessitamos para transformar a nossa vida. Isto é, se você tem baixa auto-estima e não consegue ver seus pontos positivos, pode decidir mudar, pode escolher, conscientemente, ser uma pessoa diferente, mais atraente e mais interessante.

Num primeiro momento, esta pode parecer uma escolha racional demais e sem nenhum embasamento. E é mesmo! Mas depois, com o tempo, ela passará a fazer parte de você, pode ter certeza disso! Para exemplificar, pense em alguma pessoa famosa que, quando apareceu na mídia pela primeira vez, era feia ou “normalzinha” e, depois de algum tempo, tornou-se linda, bem cuidada, cheia de magnetismo e brilho...

Você pode argumentar: “Claro! Com dinheiro, qualquer um pode ficar maravilhoso!”. E nós lhe responderíamos: “Não conte com isso!”. É verdade que dinheiro ajuda, sim. Mas, definitivamente, o que faz uma pessoa tornar-se mais bonita, mais atraente e mais interessante é o que ela exala, é o seu estilo, o seu jeito de se colocar, de falar, de andar, de se sentir, enfim, é o que a transforma em dona de uma beleza própria.

Todos nós somos conchas e guardamos em nosso interior verdadeiras pérolas, mas as pessoas só enxergarão essas preciosidades se nos abrirmos, se mostrarmos a elas o que temos de especial... Tudo na vida é uma questão de escolha e, definitivamente, só podemos fazer boas escolhas quando conhecemos todas as opções, quando buscamos muitas alternativas e quando estamos dispostos a mudar, a aprender, a crescer e, principalmente, a nos transformar, cada vez mais, em nós mesmos.

Todo este discurso sobre auto-estima foi preparado para que você, como proposto no início, sinta-se capaz de atrair, envolver e conquistar alguém. Realmente, não é possível conquistar uma pessoa sem dar a ela, mesmo que inconscientemente, bons motivos para ela se deixe conquistar. Afinal, se você perguntar para qualquer pessoa apaixonada, o que a faz sentir-se assim, certamente ela não lhe responderá algo parecido com: “sinto-me apaixonada porque sou normal e os seres normais costumam se apaixonar”.

Não! Mais do que depressa, ela sentirá um enorme prazer em poder enumerar uma série de motivos que fazem com que ela se sinta apaixonada: “Ah!... estou apaixonada porque ele é maravilhoso, bem-humorado, alegre, divertido, sincero, gentil, atencioso, charmoso...” e se você deixar, ela passa uma tarde inteira falando das qualidades desta pessoa por quem se apaixonou!

É importante lembrar que, apesar de parecer demagogia, a beleza física é realmente relativa. Existem muitas pessoas que não se encaixam nos padrões preestabelecidos de beleza e, ainda assim, são irremediavelmente apaixonantes, imperdíveis! E isso é tão verdadeiro quanto o fato de que existem pessoas belíssimas, conforme os padrões ditados pela sociedade e, apesar disso, são absolutamente sem graça.
Dê uma chance à sua preciosidade. Pense nisso!

Rosana Braga é Escritora, Jornalista e Consultora em Relacionamentos Palestrante
e Autora dos livros "Alma Gêmea - Segredos de um Encontro"
e "Amor - sem regras para viver", entre outros.
www.rosanabraga.com.br e Comunidade no Orkut
Email: rosanabraga@rosanabraga.com.br

quarta-feira, 26 de abril de 2006

O que voce quer?


Bálsamo

por
Cristiane_Adami_Perozzo publicado no www.focando.org


Às vezes, você não quer uma aparelhagem nova de som e vídeo de última geração. Quer apenas que alguém lhe mande flores. Não importa se elas murcham logo – até isso acontecer, o perfume enebria, a beleza traz boas recordações, o toque de veludo conforta. Nem sempre você quer que lhe desejem coragem, ousadia, iniciativa. É bom ouvir que, independente de qual for sua decisão, alguém lhe apoiará, desde que a escolha seja sua, e não fruto de conveniências ou de expectativas dos outros. Às vezes, você só quer sentar no colo, sentir o calor de um abraço apertado, repousar a cabeça sobre um ombro, e chorar. Sem dar explicações ou motivos, apenas soluçando mágoas, sentindo que as lágrimas riscam seu rosto, mas que alguém as contém com um movimento de mão. Às vezes, você só quer abrir a janela, gritar para o mundo e perder o controle, pois não é fácil – nem saudável – manter uma postura de perfeição. De vez em quando, você precisa de tempo para nada, para apoiar as pernas no sofá e ler, ouvir música, ou fingir que conversa com o teto. Às vezes, você quer que seus pais não façam cobranças, que deixem você ser adolescente de novo, porque a vida adulta não é fácil para ninguém - e você sente que não vai suportar o peso das pressões a todo momento. Nem sempre a dor é aprendizado. Às vezes, você gostaria de ter aprendido apenas lendo nos livros, ou ouvindo a história de alguém. Sem precisar se machucar, porque as cicatrizes permanecem para sempre. E mais do que a lembrança da superação, elas são, também, a lembrança de momentos tristes, e que nem sempre curam-se por inteiro. De vez em quando, você quer ficar sozinho, mas nunca solitário. Não quer a companhia vazia da televisão, enquanto faz o café na cozinha. Às vezes, você quer sorrir, mas não sabe como. E deseja apenas que alguém lhe ensine, sem ter que fazer anos de terapia para encontrar o próprio sorriso no seu interior. Às vezes, você não quer usar palavras complicadas, e nem palavras óbvias – simplesmente não quer palavras. Quer apenas dizer tudo e mais um pouco com um olhar, um apelo, uma súplica. Às vezes, você não quer ouvir mensagens de consolo, nem a piadinha de que tudo é passageiro – menos o motorista e o cobrador. Quer ficar em silêncio, ouvir a própria pulsação, sentir o coração batendo – e, de preferência, por alguém que não seja você mesmo. Porque nem sempre você acredita naquela história de que precisa encontrar sua cara-metade – mas, às vezes, você cansa de tentar ser auto-suficiente, e quer alguém a seu lado, para dividir emoções, apoiar, e ser apoiado. Às vezes, você é um pouco intolerante ou egoísta – e gostaria de não se culpar por isso, porque todo ser humano tem suas fraquezas. Às vezes, você quer fugir para qualquer lugar, e aí descobre que qualquer lugar é sempre aqui. Em você mesmo. E não adianta fugir, porque a fuga é um bálsamo passageiro – mas, às vezes, necessário. Em um dia, você ganha uma aparelhagem de som e vídeo de última geração.No outro, você recebe flores.

Every Time

Every time we say goodbye(Cole Porter)

Every time we say goodbye
I die a little
Every time we say goodbye
I wonder why a little
Why the gods above me
Who must be in the know
Think so little of me
They allow you to go

When you're near
there's such an air
of Spring about it
I can hear a lark somewhere
begin to sing about it
Theres no love song finer
But how strange the change
From major to minor
Every time we say goodbye

No Tronco


Pois é gente, a coisa tá feia aqui, ralando muito, sem tempo direito para postar. mas já já isto passa.

sábado, 22 de abril de 2006

Na Madrugada.

São mais de 1hs da manhã e eu, sem sono, estou vagando pelos canais da tv por assinatura quando encontro passando a ultima parte do filme "Meet Joe Black" , ou Encontro Marcado, com Bradd Pitt no papel da morte.
Eu gosto muito deste filme, o personagem de Antony hopikins dá uma aula de vida, e outras coisas.
Em cenas de sexo, fala-se muito do "Ultimo tango em Paris" com Marlon Brando e a manteiga, "9 semanas e 1/2" com kim bassinger e a pedra de gelo, fala-se de "instinto selvagem" onde MIchael douglas traça a loura e barbariza a psicologa.
Mas, voltando a "Encontro Marcado", para mim ele contem a mais bela cena de sexo em filmes, bem como um belíssimo personagem feminino, a jovem médica vivida por Claire Fontani.
Junte agora cena do tango em "perfume de mulher" e alguns diálogos do mesmo filme,e voce vai ter uma aula sobre carinho, sensibilidade e emoção. vale à pena conferir.
Alías diga-se bem que podíamos ser brindados com alguns lançamentos menos "explode tudo" e com mais emoção e sensibilidade.
A platéia sinceramente vai agradecer.

sexta-feira, 21 de abril de 2006

A fechadura


A fechadura.
Meditando no que a Ro andou falando sobre os quartinhos e os cantinhos que temos dentro de nós, me veio a imagem da fechadura.
Todos temos, mais de uma até. A questão é pra QUE é a fechadura?
Algumas para trancar, outras para soltar, umas para se ver por atravéz...
e aí vem a questão O QUE?
O que estamos trancando? o que não estamos trancando, e o que estamos espiando.
A bíblia diz que aquele que domina a si mesmo é mais poderoso e valente do que aqule que toma uma cidade em combate.
É uma realidade que nosso maior adversário, o mais tenaz e muitas vezes o mais temido seja apenas nós mesmos.
Muitas vezes não olhamos para nós mesmos porque temos medo do que vamos ver, ou do que não vamos ver não é?
O tempo é implacável e todas as nossa fechaturas tem um timmer, é preciso viver para ter a sabedoria necessária para ler este timmer, e não deixar a hora passar ou ser afobado, ou mesmo omisso.
Eu tento olhar para mim mesmo, e nem sempre gosto do que vejo, o instinto as vezes me fecha os olhos e eu teimo em abri-los, num exercício diario de auto aprendizado.
O que não gosto, preciso ver e conviver para entender, para domar e para erradicar, e aceitar que tem parcelas disto que vou precisar conservar.
É a nossa natureza, o charme está na imperfeição, muito certinho muito perfeito acho que seria muito sem graça.
mas tenho que confessar o que tenho mais medo é de me acomodar, ou fazer como muitos que se tornam especialistas em desculpas.
O fato de ser imperfeito, não me dá passe livre para sair fazendo barbeiragens vida a fora, nem faze-las por fizeram comigo.
Temos o livre arbítrio, que eu acho fantastico, então temos escolhas, tenho direito a isto e estou brigando para aprender a fazer o uso correto disto.
E as fechaduras serão para segmentar e não para isolar, e o que eu vou expiar por elas, será sempre algo que espero cobiçar no bom sentido.
E o que eu vou trancar? .. bem.. depende de quem vai trancar junto comigo..
bom feriado e agora vou dormir que já é hora..

terça-feira, 18 de abril de 2006

Coisa boa...


amor, como a atmosfera, nos envolve, nos alimenta. Também pode envenenar. O amor é o mais intenso dos sinônimos da vida, o mais permanente, o que de fato salva. O amor nos consome e nos consuma. Na coletânea de crônicas O Amor Esquece de Começar, Fabrício Carpinejar, autor dos aclamados livros de poemas Cinco Marias, Como no Céu/Livro de Visitas e As Solas do Sol, comparece pela primeira vez vestido em prosa, em linguagem fluente, conversando quase num sussurro generoso – porque o que ele nos traz são notícias, impressões, e mais, a força impactante, reconfortadora e capaz de fazer nascer o ser que sempre fomos. Só que, desta vez, completos. O amor nos toma, mesmo antes de abrirmos a porta e percebermos sua entrada. Convém não deixá-lo ir embora, convém deixá-lo entrar. O Amor Esquece de Começar é um alerta, um aviso, uma porta aberta.
Carpinejar, desta vez, abre a sua guarda, única forma (exposição plena na ação corajosa e generosa de ser quem é) para chegar ao coração de seu tema: a paixão, que nos envolve, que nos abandona muitas vezes ressecadas, que nos ressuscita, que leva quem ama e mesmo quem não ama na direção do inesquecível, do definitivo, da salvação que nos mergulha no perder-se para se encontrar. Sem posses, mas possuídos. Desarmados, mas enfim saboreando o alimento supremo: nossa alma gêmea, que nos olha num silêncio a narrar por gestos suaves o que o discurso mais inflamado nem cogita.
O amor é uma surpresa e uma confirmação. Um renascimento para quem até então não o encontrava. Um espelho a mostrar a beleza e o vigor a quem sempre soube identificá-lo. O Amor Esquece de Começar é esse espelho. A mulher, principal interlocutora de seus textos certeiros, não está sozinha. O homem também pode participar dessas revelações que, apontadas numa direção, atingem todos e tudo. O amor, afinal, é o sentido da vida e o conforto para a assustadora dimensão do universo. “Quero recuperar o romantismo, uma visão cristalina e verdadeira das relações amorosas, um cuidado na fala, a sedução”, revela Carpinejar. “Sem idealismo, mas com idealização. A expectativa e a confiança fazem bem ao amor e não podem ser abolidos. Desejo, com as mulheres, o consenso das mãos durante o dia e dos pés durante a noite.”

quinta-feira, 13 de abril de 2006

Fim de semana de Páscoa.

O significado religioso da páscoa eu vou deixar para os pastores e padres em seus respectivos púlpitos.
Afinal é fim de semana de páscoa, você não é mais criança, mas já foi um dia.
Voce não é um velho, mas vai ser um dia, e cuidado para não ficar chato .
Agora fala sério, tem coisa melhor do que o brilho nos olhos da gurizada na expectativa de ganhar algo? e todos nós temos um guri ou guria, dentro da gente.
Então, deixa de ser ranzinza, este fim de semana não vale, compre ovos, chocolates, esqueça este discurso de data comercial, faça a alegria das crianças, as grandes e as pequenas. lembre-se do que voce foi, e visulmbre aquilo que voce vai se tornar.
Família é para mais que fofocas e dores de cabeça, amigos tambem, é para permitir que no album da nossa memória haja fotos belíssimas, como a farra do chocolate, das surpresas,
aquele sorriso delicioso, e carinhas, e cabelos e roupas cheias de chocolate, doces e etc..
Fim de semana de fazer bagunça, sujar os dedos comendo doces, horario de refeiçoes enviados solenemente para o brejo e condenado a ficar lá até segunda.
Eu curto muito dar presente à gurizada, não tem coisa melhor do que olhos brilhando, proporcinoar certos momentos não tem preço, e eles são inesquecíveis, acredite.
É tão bom que voce não precisa de data para isto, a qualquer hora uma surpresa é bem vinda. Tém filho não? mas tem sobrinhos, tambem não? seus amigos tem filhos, aproveite para matar a saudade.
E ah, comprar e ir embora não vale, nem mandar entregar. Tem que comprar tem que dar pessoalmente, mandar abrir, comer junto, fazer a farra junto, deixar jogar o bombom no copo de coca-cola, dividir com o cachorro, BA-GUN-ÇA, é a ordem do dia, acredite, a gente vive resmungando sobre a falta de momentos felizes não é? resmunga isto, aquilo, pois bem, o findi está aí, aproveite e mande o mundo e as preocupações às favas, segunda a gente vê como é que fica.

a foto diz tudo

quarta-feira, 12 de abril de 2006

sexta-feira, 7 de abril de 2006

A Cena mais Assustadora



Tem a cena do chuveiro de psicose.
Tem várias seqüências do filme O exorcista.
Tem a aparição do monstro gosmento do primeiro Alien
Tem Robert De Niro em Cabo do Medo
Tem Jodie Foster em Quarto do Pânico
Tem Umma Thurman, cega, tateando na frente do assassino em Blink
Tem Stephen King ao gosto do freguês,

E finalmente temos a seguinte cena:

Você, na primeira visita à família dele(a), na sala onde, por obra de mágica, ou praga, esta a família INTEIRA, aí quando você se dá conta, assim, de repente, está completamente sozinho com eles, pois a dita(o) “foi ali e já volta”.
Fecha os olhos imagina, você lá sem saber se fala, se fica calado, o que faz com as mãos..

O bastante para deixar teu sangue gelado só de pensar. Agora me diz: quem venceu?.

quinta-feira, 6 de abril de 2006

O Nome da Cousa


E eu li o livro da fal. É eu li todinho. Li a capa, a contra-capa, li o prefácio, li o comentário, a “orelhinha” das capas, Li de dar sonora gargalhada no ônibus a caminho de casa, leitura feita com gosto, feita com prazer, uma leitura deliciosa, como aquele bombom que você se recusa a deixar um microscópico pedacinho.
E eu vi, é eu vi no livro da fal, eu vi coisas legais e vi coisas que vivi, situações e retratos que poderiam facilmente estar pintados e expostos na parede da minha vida, variando claro paisagens e personagens, mas o tema, ah o tema, tratado com precisão cirúrgica, temperado como pratos produzidos por um grande chef, e com aquele toque que só os abençoados da pena pode dar a um texto.
Lá tem o quadro dos desamores,
Lá tem o quadro da turma, deu saudades dos amigos e do internato.
Tem uma série de temas maternais, li sobre uma mãe que me lembra minha avó, que me divertia, me ensinava e me alucinava simultaneamente.
Li também sobre uma mãe, prontinha para sê-lo, mas para quem a cegonha, muito moleca, teima em não chegar com a encomenda. E enquanto ela não vem, ela ajuda a criar o mundo com o que escreve.
Lá também tem o quadro da insônia, minha velha conhecida, prima-irmã da ansiedade com quem se junta e fazem longas paradas na minha cabeça e na minha alma, fazendo com que algumas noites ou mesmo instantes durem a mais completa eternidade.
Lá tem uma variação de temas, que transitam entre a dor, o amor, a saudade, família, trabalho, esperança, e situações comuns, situações que, bem, que bom que não é só com a gente né?
É fal, olhando a vida como uma galeria de Arte, a Ala da Fal Azevedo, é daquelas que a gente não vai se cansar nunca de visitar.
Obrigado fal, pelo bem que você faz pra gente. Nós pobres mortais, sinceramente agradecemos.

quarta-feira, 5 de abril de 2006

Curtas


É libertário o fato de que seu celular estar com problemas, só recebendo.
e está sendo ótimo viver assim.

Aqui, conta que a receita vai devolver aqueles dez milhões para um certa igreja l TO-DI-NHO. Agora você aí, que teve IR descontado o ano inteirinho na data certinha, que vai ter sorte se tiver de volta a metade e isto quando o leão tiver vontade de devolver, está se sentindo como?


E então, como sempre, o pessoal do Malvados com vira e...


O livro da Fal, é um escândalo, o lado ruim é que tinha que ter o dobro de páginas.

O Livro antigo registra que o palhaço carequinha morreu. Um homem com uma vida profissional honrada, dedicada à felicidade das crianças. A gente ás vezes chama uns e outros de palhaço. pois é, se vai xingar, xinga de outra coisa, depois do carequinha, palhaço não é xingamento, é elogio, e dos bons.

Saudades do cheiro de chocolate.

Saudades das Filhas do dono.

terça-feira, 4 de abril de 2006

Rotina

Todo relacionamento precisa de eventos regulares, mas precisa se cuidar para não cair numa perigosa rotina.
Para descobrir o que está fazendo com que seu relacionamento esteja a ponto de tornar-se uma rotina. causando um estresse ou depressão, é preciso lançar mão de um poderoso recurso: uma boa conversa.
Um dos problemas mais comuns nos relacionamentos é a precipitação: Se ele se atrasa trinta minutos para o jantar, e você conclui - apressadamente - que ele está aprontando. No dia seguinte (numa daquelas coincidências que testam nossa capacidade de calar e esperar) você lhe dá bom-dia ao acordar, mas ele, por um ou outro motivo, simplesmente a ignora - às vezes simplesmente pensando nas coisas que precisa resolver no trabalho,mas na maioria das vezes é porque homem é bicho desligado mesmo. Você nada lhe diz enquanto estão juntos, e pensa apenas que ele deve estar zangado consigo.
Você esta atolada e esquece o celular no carro, ou na mesa do escritório, vê uma dúzia de mensagens e se esquece de avisá-lo do que aconteceu e, prática como é, tem tornado seus últimos recados sempre mais curtos: oi, sim, não, pode, talvez; E lá vai ele pensar em qual é a bronca ou no que fez de errado.
A partir daí começam as desconfianças.
O problema de toda mulher é o complexo de culpa que muitas vezes carrega desde o tempo de namoro,(homem, carreira, si mesma, tudo ao memos tempo), e que mantém dentro de um relacionamento. Ao sentir-se fragilizada, este complexo aumenta ainda mais.
Já ele carrega nas costas o estigma de que a raça masculina e absolutamente canalha até que se prove, e muito bem provado o contrário.

Para completar a relação está prestes a entrar num caos, ambos estão passando por mais um problema, que é a falta de luz, ou seja, os parceiros só vêem o que desejam ver.
Ele a acusa de só fazer o que quer. A visão tendenciosa pode ser mostrada ao agir-se de forma exageradamente carinhosa, para depois - assim acreditam - pedir algo que detestam fazer. E para completar, usam sua visão raios-x: - "Eu sei o que ela (ele) está pensando. Ela (ele) acha que não percebo seus truques para me enganar". Ambos não devem ficar desprovidos de conviver com outas pessoas, mas frequentemente acabam distanciando da amizade com os amigos e amigas.
Cultivar os bons laços de amizade faz muito bem. Mantem o ar fresco e a mente arejada, não deixa que nos esqueçamos quem somos de onde viemos e que as coisas não acontecem apenas com a gente, ou só com os outros.
Se a coisa esquentar e houver agressão física ou verbal, dê um ultimato: lembre-se do seu amor-próprio.
Antes que o tédio chegue a bater na porta da sua casa, tome providências :

Permitam-se uma trégua, você gosta de uma rabada, um mocotó, carne sangrando. E ela fez um macarrão com cara de miojo, ah. Vamos! Faça uma graça, abra um vinho, se ele resolveu fazer um jantar e você adora um bom molho, saladas, empanados, e ele fez um arroz grudento, respire fundo elogie o ovo frito e diga que comida sem sal protege o organismo da pressão alta.
E se o outro cozinhando definitivamente é uma ameaça à sobrevivência de ambos, sigam juntos para a cozinha. Fazer o jantar a dois pode ser tornar extremamente interessante. Permitir um bate papo-casual e descompromissado, coisa que vocês não se permitem há tempos!!

convide seu parceiro(a): - "Vamos ao motel?"
Não espere ocasiões ou datas para um almoço, um buquê de flores, uma caixa de bombons... Apenas faça! E delicie-se com o resultado!
Alguns costumes não devem ser abandonados, sob a desculpa de agora ser mais um relacionamento do que um namoro:
Afinal quem não gosta de, assim do nada, ouvir coisas como:

- “Eu te amo!” , acompanhado de um sorriso. não vai matar nenhum dos dois.

Ou então aquela declaração espontânea feita ao pé do ouvido ou mesmo no celular...

- “Hoje senti muita falta de você!”

Por falar em celular, obrigue-se a reconhecer que o serviço de mensagens serve para mais coisas do que avisar que vai chegar atrasado ou para ele não esquecer de tirar a carne do freezer, é um meio muito seguro de recadinhos mais apimentados. digamos assim...

Se o seu dia foi ruim, o transito estava horrível, voce teve que aturar todas as malas do universo e parece que se passou um ano. Mesmo com tudo isto, raspe o tacho, e ao ve-lo(a) de-lhe um abraço daqueles dos bons, deixe-se abraçar, respire fundo e pronto! Olha voce vai se surpreender como pode melhorar o animo de ambos.

A sua agenda está lotada até o próximo século, mas dê um jeitinho de aparecer para almoçar com ele(a), e se por acaso ele, ou ela não puder, não considere o fim do mundo, risos, faz parte! mas acredite voce ganhou muitos pontos com a iniciativa. mate a saudade com um beijo e um sorriso, e termine seu dia.

Imagine, fim do expediente, voce com rosas e um belo sorriso no rosto na saída do escritório dela? Ela não vai confessar nem sob tortura, mas vai se sentir o máximo!!!, e deliciar-se com a inveja das colegas de trabalho e as fofocas no resto da semana.
A recíproca deve ser a mesma, ajeite os cabelos, faça as unhas, ponha a roupa que voce sabe que vai deixa-lo louco, e vá busca-lo, cumprimente o pessoal que trabalha com ele, mesmo aquela mocréia oferecida, e proponha um bom programa a dois, um show, um jantar, ou mesmo a companhia de voltar juntos para casa, deixando claro que a produção foi primeiro para ele. Olha, ele vai se sentir o próprio George Cloney.. (a gente faz de conta que vai acreditar né).

Fim do dia, ele(a) ainda não relaxou, ofereça-se para dormir encaixadinho, quem sabe uma massagem. tem coisa melhor?? se não rolar nada pela madrugada já é um bom passo na direção de um ótimo bom dia, afinal quem não gosta de acordar agarradinho com quem se ama?

ah fala sério! Pequenas coisas que fazem um bem enorme para a alma. Não é?
Então pratique! Começe hoje!
O pior que pode acontecer é vocês dois tornarem isto num delicioso costume. E num vicio saudavelmente irresistível!!

Rotina? Xô com ela!
Existe um texto da Martha Medeiros que fala deste assunto, gosto muito dele, óbviamente há trechos dele misturados aqui, portanto dê-se assim o devido crédito.

Na Cozinha

Uma Receita Antiga:

A mulher saiu da costela do homem.
Não dos pés para ser pisoteada.
Nem da cabeça para ser superior.
Mas do seu lado, para ser igual.
Debaixo do braço, para ser protegida.
E ao lado do coração para ser amada.
Do livro hebreu Talmud

Normalmente as melhores receitas são aquelas feitas com carinho.

não é tão melhor assim??

boa de fazer, melhor ainda de servir, e ah, é pra você!!

quarta-feira, 29 de março de 2006

Tenho dito.

Isabella Taviani - Momentos
by (joana/ Sarah Benchimol)

Vou te caçar na cama sem segredo
E saciar a sede do desejo
Deixar o teu cabelo em desalinho
E me afogar de vez no teu carinho
Quero ficar assim por toda a noite
A copiar teus traços lentamente
Deixar pousar meu beijo no teu corpo
Deixar que o amor se faça mansamente


Vem ficar comigo no abandono desse abraço
E adormeça no meu peito teu cansaço
Que é tão difícil um momento pra nós dois
Vem e traz contigo essa paz tão esperada
Faz dessa noite uma eterna madrugada
E só desperte quando a vida adormecer

Tempo- mocinho ou bandido?

Frequentemente acho que andamos ocupados demais e Ela
escreveu hoje um exelente post sobre isto com o título acima.
vai lá e lê.

terça-feira, 28 de março de 2006

Importante

Para você, que gosta de arte, ou de historia, ou ambos.
Para você, que acha válido o ditado que diz que o povo que não preserva a própria história esta condenado a repetir seus erros.
Para você, que reclama que não tem tempo para ler.
Para você, que não estuda porque para sair do trabalho e chegar na sala demora.
Para você, que não pode nem pegar aquela classe só aos sábados.
Para você, que NÃO quer a classe de sábado porque seu fim de semana é sagrado.
Para você, que diante do sexo oposto bem lindo(a) e bem tudo descobre que largou mas "não tem motor para chegar" ou seja está difícil entabular uma conversa.
Para você que gosta de aprender mais, e conviver e compartilhar com outras pessoas como você.
Para você, que quer coisa mais interessante que os bigs da vida, as fofocas do condomínio...
Enfim feito para você com carinho, por quem entende do assunto, e por quem ama ensinar:

Não seja cri-cri, não seja chato, olha o programa antes de reclamar.


Agora vai lá na Tia Fal e se inscreve antes que a turma lote e voce fique na pindura.

Canalha.

O Fabrício no post do dia 23/03 resolveu falar sobre amor, arrependimento e sobre canalhas, e a fixação feminina neles, e a conclusão do texto é interessante.
Eu sou supeito, porque gosto do que ele escreve, mas se voce acha que tem opinião formada a respeito vai lá e lê, depois me conta.
em tempo canalhice, não depende de sexo.

segunda-feira, 27 de março de 2006

O turista e o Imigrante.

Todo mundo conhece aquela piada do cara que morreu e foi como turista no inferno e quando resolveu ficar lá virou imigrante.

Pois é, eu me peguei pensando nesta historia de turista e imigrante.

O turista, nós tratamos bem, a imagem que ele faz de nós importa, desejamos sempre que ele volte, a ele damos dedicação, montamos programação e eventos, a ele recebemos sempre com sorrisos. Ele é sinônimo de prosperidade, traz consigo o estigma da fatura, ou da fatura. Ele ratifica a nossa imagem, é a confirmação de que somos desejados, que somos alvo da curiosidade, da cobiça, que somos belos, sinônimo de diversão, alegria, momentos felizes. Nós zelamos pelo seu bem estar, sua saúde e satisfação. E quando ele se vai sintetizamos tudo na frase de despedida “volte breve!”.

Já o imigrante, bem, tá eu sei que o povo brasileiro e uma exeção honrosa com isto, mas deixa eu terminar o paralelo sem me jogar pedras.

O imigrante, bem, este é a imagem que não se suporta, desejamos sempre que ele não venha, ou que não tenhamos que tomar conhecimento da presença deles. Para eles não programas, nem eventos, nem securidade, nem proteção, São brindados com nossas expressões mais soturnas, nossos sorrisos mais gélidos. toleramos veladamente que se em encarreguem das tarefas que ousamos considerar abaixo de nós, alias é assim que os consideramos: abaixo de nós. Para eles a frieza e o descaso, eles são a imagem da divisão e da apropriação do que consideramos nosso e pouco. Eles vieram para nos tirar o que é de direito, a eles não raro dedicamos a nossa impaciência, a nossa fúria e irritação negando-lhes segurança, saúde, igualdade, respeito. E se partem sintetizamos tudo na frase “Já vai tarde!”.

Definitivamente para tudo mas principalmente em assuntos do coração, quero sempre ter uma turista na minha vida, e que o seu turismo dure toda uma vida, e que eu seja sempre um turista na vida de alguém, mas sem prazo para partir, e se por acaso precisar me ausentar, que eu escute a frase: “Volte breve!” e possa seguir tranqüilo na certeza que serei recebido de volta com felicidade e um belíssimo sorriso.

sábado, 25 de março de 2006

Um Mantra

Hoje, dia de faxina, eu acabei de ler este texto lá no Castelo de Cartas, adorei, roubei descaradamente e estou publicando aqui.


Princípio do Vácuo
Autora: Lucia Bruno

Você tem o hábito de juntar objetos inúteis no momento, acreditando que um dia (não sabe quando) poderá precisar deles?

Você tem o hábito de juntar dinheiro só para não gastá-lo, pois no futuro poderá fazer falta?
Você tem o hábito de guardar roupas, sapatos, móveis, utensílios domésticos e outros tipos de equipamentos que já não usa há um bom tempo?
E dentro de você?
Você tem o hábito de guardar mágoas, ressentimentos, raivas e medos?
Não faça isso. É antiprosperidade.
É preciso criar um espaço, um vazio, para que as coisas novas cheguem em sua vida.
É preciso eliminar o que é inútil em você e na sua vida, para que a prosperidade venha. É a força desse vazio que absorverá e atrairá tudo o que você almeja.
Enquanto você estiver material ou emocionalmente carregado de coisas velhas e inúteis, não haverá espaço aberto para novas oportunidades.
Os bens precisam circular.Limpe as gavetas, os guarda-roupas, o quartinho lá do fundo, a garagem. Dê o que você não usa mais.Venda, troque, movimente e não acumule.
Dê espaço para o novo. (não estamos falando do capitalismo consumista), mas até mesmo aquele namoro que não ata nem desata.
A atitude de guardar um monte de coisas inúteis amarra sua vida.
Não são os objetos guardados que emperram sua vida, mas o significado da atitude de guardar.Quando se guarda, considera-se a possibilidade da falta, da carência. É acreditar que amanhã poderá faltar, e você não terá meios de prover suas necessidades. Com essa postura, você está enviando duas mensagens para o seu cérebro e para a vida:
* primeira, você não confia no amanhã e,
* segunda, você acredita que o novo e o melhor não são para você, já que se contenta em guardar coisas velhas e inúteis.
O princípio de não acreditar que o melhor é para você, pode se manifestar, por exemplo, na conservação de um velho e inútil liquidificador. Esse princípio, expresso num objeto, denota um comportamento que pode também estar presente em outras áreas da sua vida gerando entraves ao sucesso e à prosperidade.O simples fato de dar para alguém o velho liquidificador, colocando o objeto em circulação, cria um vácuo para que algo melhor ocupe o espaço deixado.
Emocionalmente, também.Você passa a acreditar que o novo compensará o objeto doado.
Gente, uma faxina básica, apesar da trabalheira e do cansaço que provoca, ao final é sempre bem-vinda.
Arejar espaços, fora e dentro da gente faz um bem enorme!Vamos lá... Mãos à obra!!
Desfaça-se do que perdeu a cor e o brilho e deixe entrar o novo em sua casa e dentro de você!
Eu juro a voces que estou tentando..

Cara Nova

Bom dia Gente.
Há alguns dias eu escrevi aqui que estava colocando soda no balde, separando o sabão e vestindo o macacão para dar uma faxina neste barraco não foi?
pois é saí de casa hoje para ralar no escritório e quando cheguei aqui me deu a louca e resolvi fazer logo a faxina, agora meu cantinho aqui e vermelho e preto como meu flamengo!!
tá tá bom o time ja foi flor do campo, mas gosto dele, é meu time e tambem não ando lá nos meus dias de gloria, faz parte.
Aqui todo mundo é bem vindo, e podem escrever que o dono da casa não morde.

quinta-feira, 23 de março de 2006

como é bom!

Ouvir aquela gargalhada expontanea que só as crianças sabem dar.
Ficar descalço depois de um dia longo e extenuante.
Sentir o cheiro de comida caseira que acabou de ficar pronta.
Ganhar presente sem motivo.
Ver a expressão de quem está ganhando presente sem motivo.
Sentir a brisa que vem do mar nas noites claras iluminadas pela lua.
Gente na terceira idade de bem com a vida. (são incrivelmente interessantes).
Um abraço demorado.
Dormir agarradinho.
Cheiro de livro novo.
Conversar com nossos amigos.
A auto confiança que a gente sente quanto entrega aquele trabalho penoso que o chefe deu(e no prazo).
Olhos iluminados pelo poder de uma(s) barras de chocolate.
Cafuné nos cabelos.
Dar colo. (ah, mas aqui, bem, depende de "pra quem" né?, risos).
Apreciar o "viço" e o brilho que exibem as pessoas apaixonadas.

Recado pra menina do Drops

Saudades


eu recebi este recadinho hoje..
Pois é, tenho que concordar. saudades

sábado, 18 de março de 2006

O que te doi?

Outro dia eu ia quietinho pela rua pra casa pensando na vida, quando um amigo me surpreendeu com a seguinte pergunta: o que te dói, que voce está assim?
De lá pra cá ando martelando sobre o que é dor? Alguém por aí consegue explicar?
Ta bom, tem toneladas de blá,blá e blá sobre o assunto, eu concordo.
Mas hoje eu vou restringir entre dor física e não.
E a que é física eu vou deixar para os médicos, neosaldina, dorflex, morfina e companhia.

E vou falar da outra dor, aquela que nem sempre a gostamos de falar, e que freqüentemente chamamos de stress, de ansiedade, cansaço, e vários outros nomes.

É gente, é dor sim, e ela é profunda, aguda, constante, e não raro tolhe o nosso raciocínio, modifica nosso humor, e corrompe a nossa personalidade, e arrasa a saúde.

Ok, você não conhece ninguém com dor, ao menos física, que seja sociável né?, e se conhece é com certeza a criatura mais biruta do que todo mundo da praça, pode mandar internar.

Agora que ambulância já foi com o biruta identificado, e sentado ao lado de um Elvis, de um super-homem, e um político honesto, vamos continuar aqui..

Você conhece quando alguém padece de dor? , é aquela outra, aquela que não é física?
Pois bem taí um diagnostico cada dia mais difícil de fazer. e sabe porque? Porque nós não convivemos mais uns com os outros, passamos a maior parte do tempo sozinhos ou num universo reduzidíssimo de pessoas.
Para diagnosticar a esta dor, você tem que conhecer a pessoa para enxergar o que está se passando, não você não vai descobrir olhando a íris de ninguém, são critérios subjetivos formados pelo tempo que você conviveu mais as coisas que você mesmo viveu.

Esta dor é assim, constante, causa insônia, deixa a gente disperso, deprimido, agressivo, oscilando entre tudo isto,e não se engane, causa sobrecargas enormes no organismo.

O que causa, bem ainda não há um tratado definitivo sobre o assunto mas alguns motivos são considerados:

Frustração, solidão, coração partido, saudade, magoas, decepções.
Silêncio: é silencio, não tem quem escute, não tem que fale, a solidão de estar cercado e não ser visto e não ser ouvido. Motivo gravíssimo este.
Negação.
Viver fora do próprio mundo(vou falar disto depois). e por aí vai.


Em tempo, eu não sou psicólogo, e não tenho a menor pretensão de invadir tão nobre território alheio.

Mas estou falando aqui de coisas sobre as quais gostaria de conversar, coisas que observo ausentes nas conversas, nos posts, nos artigos publicados na grande circulação.

Esta dor precisa ser notada, observada, não, ela não tem cura, volta e meia passamos por ela, de uma origem ou outra, e isto ajuda a formar o que somos e como somos.

Mas temos que ter cuidado com o tempo, às vezes acabamos fazendo a dor ficar mais do que o necessário, ou então trazemos de volta uma dor que já foi. Ou mesmo nos concentramos numa dor que ainda não apareceu.

Quando sentimos este tipo de dor, perdemos tempo, vida e saúde, atrás de coisas que ela mostra: os tais de stress, depressão, instabilidade emocional, insônia e etc.

Desde os tempos de colégio que escuto que o ser humano é uma criatura social, pois é em tempos de internet, banda-larga, satélites, pda’s e etc, estamos perdendo aquilo que nos sustenta e define: ser social.
O povo brasileiro sempre foi bom, de bom humor, de se reunir na praia, nos bares, nas praças(que estão sumindo), sempre exerceu o social entre os seus e com todos que aqui resolveram vir.
Para mim como brasileiro e carioca é difícil admitir alguém que padeça de solidão aguda, crises vá lá, agora aguda?
Tem algo errado por aí, estamos desaprendendo coisas que nos mantém vivos:
Não tem nada de misterioso em um sorriso, um “bom dia”, um “boa tarde”, aquela conversa que começa com a previsão do tempo, passa pelo futebol, pela política, pelos “bons tempos”, mas esta comversa tambem passa e previne a dor, aquela sabe, que não é física.

Não precisa ir longe, observe a geração 40 e poucos anos perto de você, na maioria tiveram infância de brincar na rua, amigos de infância, pelada bicicleta, beijos roubados, e etc, veja se esta turma não suporta bem os trancos? Eles tem passado e quando a coisa aperta, lembram que sabem uma coisa mágica: possuem com eles historias lugares e pessoas vivas e ou nas lembranças que mandam a tal dor embora.

Se as coisas estão dificeis, se alguém está estranho, presta atenção pode ser a tal dor, vai lá e dá uma mãozinha.
não ser preocupe no que voce deve falar, ouvir já é muito acredite.
Faça como o meu amigo pergunte; o que te dói?, pode não fazer efeito na hora, podem não falarem nada mas é penas porque ainda não está na hora, mas o remédio ja foi dado.
e a parte incrível é que um oi e um sorriso já podem aliviar e muito.

Preciso ir. estou só no escritorio o dia todo, e vou ver meu filho que a saudade dele ja está literalmente doendo, risos, depois escrevo mais.
bom fim de semana.

quarta-feira, 15 de março de 2006

Só para entender.



Porque mesmo evidentemente transtornadas e contrariadas, algumas pessoas, principalmente do sexo feminino, quando questionadas insistem em respoder: "nada". e deixam voce com duas opções: ou voce insiste e se ferra discutindo ou voce não insiste e se ferra discutindo mais tarde.
Porque é que tem gente que insiste em ignorar o obvio somente para ver a situação piorar?

Depois de uma certa idade, se você é é paciente, "cordato" digamos assim, voce é um acomodado, um largado, agora se voce resolver colocar a vida nos eixos enquanto ainda dá tempo, ou aproveitar coisas que não deu antes, você está entrando na crise da meia idade, ou esta tentando recuperar só Deus sabe lá o que, e segura que tá chovendo pedra.


Porque com tantos horarios o banheiro só está ocupado na hora de voce ir trabalhar, só querem conversar com voce na hora do noticiario ou do seu seriado favorito, ou a obra do vizinho começa no sábado de manhã quando voce resolve dormir até mais tarde?

Ainda vou ver a seguinte manchete: "vendedor de panhonha e pães incendiado com carro e tudo no domingo de manhã". violência? então espera o cara vir domingo as 7 da manhã com aquele auto falante que sobrou do titanic berrar no seu ouvido.


Tá bom não somos crianças, tá bom já era para termos uma "estrada de vida", "desconfiômetro", etc, mas, na boa, se aconteceu algo e voce se chateou e eu não me toquei, é porque eu não me dei conta, na boa é incrivel mas acontece, a gente trabalha muito, dorme pouco, está de cabeça cheia, confia que esta tudo bem, não dá para ficar maudando tudo, então fala criatura, senta e conversa: aconteceu isto ou aquilo e não foi legal. o cara que conserta bola de cristal não deu previsão para devolver.


E aproveitando o gancho: na hora de falar vê como fala, aprende o jeito de falar com um e outro, principalmente com ela, senão depois voce não vai entender como algo tão banal para voce, transformou o mundo na sucursal do inferno.


Os caras da intel deveriam desenvolver um chip de memória tão bom como é a memoria feminina para tudo que a gente faz que elas não aprovam. seria simplesmente imbatível.

Eu já disse isto aqui mas não custa repetir: falta de bom senso mata, ausência de malicia tambem. Notem eu disse ausência, porque malícia é como pimenta, na dose certa é show, mas intragável em excesso.

Manias..

Gosto de ficar descalço, sentir o chão sob os pés, para mim é uma sensação gostosa, ando por aí assim, eu dirijo assim, fico assim sempre que posso.

Em casa tenho paranóia com a geladeira, tudo lá dentro está devidamente arrumado e acondicionado em potes, nada de panelas e pratos lá, simplesmente abomino a idéia de desperdiçar comida, que falta para tantos, assim como abomino restrição. o que está lá é para todos. Sirva-se. Apenas tenha a educação de se lembrar que mais gente na casa pode querer provar também.

Eu vivo com a sensação que esqueci de trancar as coisas: a porta de casa, as gavetas da mesa do escritório, o armário, e só me vem a dúvida quando estou longe demais para conferir.

Eu falo rápido, mais alto e não sei o que fazer com as mãos quanto estou nervoso, agoniado e ou embaraçado, e se meu interlocutor(a) for alguém que gosto muito eu normalmente fico sem ação, relevo mais do que devo e me odeio por isto depois.

Eu faço quase tudo com o rádio ligado. Se não lavar o cabelo eu não tomei banho. Aos domingos tomo café na feira livre, sentindo o cheiro das frutas e desfrutando da agitação do lugar.
Eu gosto de ler, e de escrever, e tirando textos profissionais, eu evito passar à limpo, porque acho que a autenticidade esta no que foi escrito de primeira vez, e se eu for corrigir vai ser um inferno até eu achar que está bom. eu posto no blog geralmente assim.

segunda-feira, 13 de março de 2006

curtas

Nada como uma malcriação básica, uma pirracinha light de vez em quando:
Tia fal, mandou eu listar minhas manias aqui, bem, o problema agora é que são cinco e voces acham mesmo que um biruta que se preze tem tão poucas?
Este papo de colocar o exército na rua aqui no Rio já está virando motivo de piada.
Uma coisa surpreendente é como as pessoas conseguem tantos motivos para evitar lidar com realidades incontestáveis.
Cadê o ilustrador do livro Antigo, fez duas e tirou férias?
Agora prentendo entender mais de porcas e parafusos bem aqui..
Eu curto de montão uma vaca, que gosta de passear aqui..
Tem mais gente sumida, saudades.

sexta-feira, 10 de março de 2006

sexta feira

São nove e meia da noite, tô trabalhando, ultimamente eu chego no escritório pela manhã, e fico com aquela sensação de que eu não fui embora.
Overdose de trabalho tem lá o quê de benção e de maldição, se por um lado você se mata de trabalhar e esquece um pouco das demais durezas da vida, pelo outro você fica literalmente no bagaço.
Sabe, nestes momentos me invade um desejo agudo de casa, da minha casa, de chegar, andar descalço, tomar uma taça de vinho, pão italiano, salame, ouvir musica, ver TV, conversar.., maravilhoso quando você consegue alguém que presta atenção, que gosta de conversar de te ouvir, simplesmente não tem preço.
Tem uma música do Legião que fala sobre saudades daquilo que ainda não vi.
Hoje foi um dia pesado, mas as etapas propostas foram cumpridas.
Espero que agora me sobre tempo para escrever mais, talvez até me convidem para o jogo das manias.
Eu jogo um outro jogo, o das minhas crises de ansiedade, e da constate luta para manter o controle e ser mais racional do que emocional, não para inibir o emocional, mas para não me machucar mais do que o necessário, uns dias ganhos noutros perco, numa balança que teima em não pairar equilibrada. Mas provavelmente ela será sempre assim.
Estou rascunhando alguns textos, tenho pensado muito sobre coisas sobre confiança, sobre quem divide a vida com a gente, sobre a gente, que muitas vezes se divide com os outros, mas esquece de que os outros precisam se dividir também.

Bom fim de semana.

Em Breve

Me aguardem, tô vestindo o macacão, coloquei a soda caústica no balde..
e já já eu venho dar uma faxina completa neste barraco.

e em breve voltaremos á programação normal..

é só porque o peão tem que terminar de virar uma massa... mas já já ta de volta.

quarta-feira, 8 de março de 2006

E viva as Mulheres


Hojé é dia internacional da mulher, companheira do homem, amante do homem, mãe do homem, filha do homem.
Enfim a companhia que Deus deu pra gente.
Ela nos completam, nos deixam faltando pedaço, nos levam à loucura, à lagrimas, à felicidade, e a beira da insanidade com a mesma velocidade, rapidez e facilidade.
Eu sou um apaixonado pela alma femina literalmente confesso. e com orgulho..
e para comemorar o dia de hoje, eu comprei o livro da fal , agora é aturar a ansiedade até ele chegar.
Mil beijos para voces amores, mil beijos.

quinta-feira, 2 de março de 2006

Pausa para cumprimentar gente querida.

Ela é bonita,
Ela é Inteligente,
Ela é Respeitada na área que atua,
Ela leciona,
Ela não sabe cozinhar, ela entende de gastronomia.
Ela tem Classe,
Ela tem coragem(que é quando gente tem medo, frio na barriga, mas vai lá e faz assim mesmo),
Ela é mais senhora de si do que admite,
Ela se faz respeitar pelo seu "currículo de vida",
Ela mostra na prática que um desafio não é o fim do mundo, é só um desafio, poder ser ganho ou não (geralmente ela ganha, ou perde com cara de vitória, risos).

Ah, ela tem defeitos viu?, e fala deles, o que faz dela um maravilhoso exemplo da especie humana.

E como não se podia esperar menos, a Menina que sabe, acaba de completar seu mestrado com grau máximo na banca examinadora.

Parabéns Patrícia, porque voce faz por merecer.

Conheço muita gente que podia aprender um montão com ela..

Saldo de Carnaval

  • Muro pintado de branco, portão pintado de preto. (tá bom, parece cemitério eu sei)
  • Telhado consertado e pintado.
  • Calote de cliente.
  • após trabalhar de pedreiro, pintor, carregador e faxineiro, dores musculares em lugares que eu nem imaginava que doíam.
  • Moradia provisória bem mais próxima do habitável.
  • Friozinho na barriga pela mudança que está chegando, de endereço e na vida.
  • Um carnaval inteiro longe do computador, algo inédito.
  • Muitas coisas da vida re-pensadas.
  • Um ótimo domingo com meus pais.
  • Saudades...

  • E agora gente, vamos arregaçar as mangas porque na terra brasilis o ano começa é hoje.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

Está faltando algo?

Frequentemente rola o papo de não se estar completo, de se ter algo faltando.
é que as vezes o que nos falta dói tanto, incomoda tanto, que a gente se vê preso numa especie de loop e nem se dá conta.

Olha completar, suprir e estabilizar são coisas relativas, e assim o são porque cada caso é um caso.

Sinceramente eu não acredito que haja algo que seja isoladamente o fator que nos torna completos.
tanto que acredito em estado de equilibrio e não em situação estática de estabilidade.
E equilibrio é algo que voce tem que bucar todo dia, toda hora, e nem se dá conta que esta fazendo isto.
Equilibrar-se é uma equação complexa com milhares de variaveis, posso ate citar algumas, familia, amigos, amor, sexo, dinheiro, objetivo, rapidez,
um dia co sol, um elogio expontaneo, uma cena engraçada do cotidiano, um fato chocante nos jornais... e por aí vai.
Tudo isto entra como elemento na calculadora que nos dá o equilibrio, ou não.
e sim, não dá para ficar muito tempo no equilibrio, nem tambem ficar a vida inteira desesperada procurando por ele.
as duas coisas acontecem e as vezes nem nos damos conta.

A droga, muitas vezes está quando sismamos que precisamos de uma overdose de uma determinada coisa para nos considerar em equilibrio.
pode ser qualquer coisa, um big emprego, dinheiro, estar bonita 24 por dia, esta "sarado" 24 dia, carro, ser popular, ter um amor..
porque é uma droga? porque vira obsessão e a gente deixa de desfrutar e cuidar das dezenas de outras coisas envolvidas.
Quando o que esta pegando e a tal é falta, é carencia, doí muito, é uma coisa aguda que nos corrói, e não nos deixa pensar em mais nada, assim como a dor, só que a dor a gente trata com analgésicos,
a carencia é mais complicada, frequentemente não depende de nós, aliás quase sempre não depende de nós.
quando ela é afetiva, depende de haver alguem que se "encaixe" coma gente, que tenha para dar entre muitas coisas aquilo que nos falta,
que esteja apto para receber e ou usufruir daquilo que podemos contribuir.
depende tambem de que nós estejamos em condição de exergar o que o outro esta buscando, e termos o "timming" na hora de contribuir e ou receber.
Não podemos forçar a barra para que aconteção coisas que desejamos, elas tem o seu tempo e momento certo para tal, e as vezes as melhores coisas da nossa vida surgem nos lugares, momento e circunstacias mais improvaveis.

quando somos dominados por coisas assim, nós deixamos de participar de um mundo de acontecimentos, de usufruir e contribuir para eles. consequentemente negamos e complicamos a oportunidade do estado de equilibro ao universo em volta de nós.

E normalmente nesta stiuação, nós passamos a exibir uma imagem que não nos faz justiça.
um sábio proverbio diz "por tudo dai graças" e outro diz "não te preocupes com o dia de amanhã, ao dia de hoje basta o sem próprio mal".
tudo demais e sobra, e a arte de dosar as coisas, é uma ciência que na faculdade da vida, podemos passa-la toda estudando e não aprender nem a metade.
portanto relaxe, e faça o melhor pelo que te acontece hoje, porque amanhã, ou mesmo daqui a 5 minutos pode estar tudo diferente. e pode haver perdido
uma otima oportunidade para um monte de coisas...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

Me tira o Tubo!

São quase 10 da noite eu eu aqui na minha senzala.
Enquanto eu ajeito as coisas pra ir embora vamos a lista das pendências:
A FAL fez aniversário, mulher inteligentíssima e de coração enorme.
(ela devia gravar um video sobre aquela historia de "vestir" as bananas!).
Os Cabras do iutcxhú, como diz o boy aqui, estão botando pra quebrar em sampa. Inveja.
As megeras desfazendo de nós pobres mortais que não vamos ver o iutcxhú.
O livro Antigo agora com ilustrações, tem que publicar mais.
Alguem aí tem o número da mega sena? aceito 10%

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

e na zenzala..

Olha só, Cieis num tão intendendo..
Antigamente o pessoal da senzala ia dormir quando anoitecia.
agora com o tal de "putadô", eu fico com uma "putadô" em tudo que é canto e nem sei se lá fora é noite ou dia.
Estou trabalhando 15 horas/dia em alta rotação..
Ou a gente resolve ou vai fundir a máquina...

saudade do povo daqui que sumiu..

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

Ilustrações



Meu livro Antigo favorito na net agora tem ilustrações, o que eu acho ótimo.
O chato é esta ficando meio esquecido, esquece número de telefones..
Não lembra de lan houses, e emails para recuperar os telefones que esqueceu.
É que este livro antigo, tem um dom especial, e vira criança, e assim como criança, fica deslumbrado e esquece do mundo ao redor quando está no lugar ou junto as pessoas que mais gosta, e ou deseja.
Acho que isto é uma das coisas que faz com que ele seja tão bom.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006

Herança

O que é que move a gente a fazer as coisas?
O que desperta o medo?
De onde advém à coragem?
Como se define a necessidade?
Aonde será que está o limite?
E para que serve o bendito limite?
É bom ou não ter controle ou ter ciência?
Será bem aventurado são aqueles que não tem a exata noção das coisas?
Como e quando é a hora de começar e, ou parar?
Não acredito que haja resposta padrão para perguntas assim, também não acredito que haja uma receita de bolo para responder perguntas assim.
A Menina que Sabe estava falando de medos, e de coragem, atitudes, eu me coloquei a pensar sobre estas coisas. E me dei conta que a gente se lembra bem das atitudes, das ações, reações, das frases e dos feitos, mas não lembra das circunstâncias, das alternativas, ou falta delas, das opções disponíveis, do fator motivador predominante naquele momento.
Vivemos constantemente fazendo escolhas, perguntas, provendo respostas e soluções, servindo-nos do que temos à mão no momento: conhecimento, haveres, tempo, quadro “político/emocional/pessoal” digamos assim, na hora que a coisa precisa ser ou não ser feita.
Disseram que eu me contento com pouco, costumo retrucar dizendo que para quem nada conhece o pouco se torna muito talvez um mundo inteiro, que depois de alcançado, abre por sua vez um horizonte mais largo de ambições e ou necessidades.
Seguimos nossos instintos, que se apuram quanto acertamos e também quando erramos, decidimos não seguir os instintos, e assim exercitamos talvez a plenitude do livre arbítrio que é contrapor-se a nós mesmos, em nossa insegurança, medo, e porque não arrogância e auto-suficiência.
Olho para a geração anterior à minha, que fez coisas maravilhosas e outras terríveis e monstruosas, e me pego pensando que o maior legado talvez seja exatamente isto:
O direito de formular perguntas e buscar respostas, de ter ou não atitudes, você pode ate dizer “tá isto não é novo”, mas se você parar para pensar que você tem agora o direito de ter medo sem preconceito, ter coragem sem ser louco ou destemido, de errar sem ser condenado, cair e levantar-se com um fato normal e cotidiano, sem rótulos como “fracassos”, “derrotas”, “vergonha”, mas agora temos: “Não deu, vamos de novo!”.
Herdamos o direito e a arte de suportar o resultado do que quer que seja, como um resultado, bom ou ruim, sem ganhar uma “marca de Caim” por ele.
O maravilhoso privilégio de poder virar 360 graus a nossa vida, porque assim o desejamos, bastando para isto executar e agüenta o tranco, bastando exercer o direito pleno de fazê-lo, e ao contrário de outras épocas, quem assim o decidir, será visto com admiração e respeito, que apenas busca realização, e qualidade de vida. E não mais como inconseqüente, ou com alguém em crise de meia idade, ou apenas extrapolando frustrações há muito contidas.
Hoje continuidade, estabilidade e mesmice não são os únicos modelos a ser seguido, renovar, melhorar e evoluir ganharam patamares digamos normais e não mais como coisas extraordinárias e revolucionarias. Pense o fato de isto estar presente todo o dia na nossa vida não é o máximo? Que seja bem vinda aquela sensação de friozinho na barriga sempre que vamos fazer algo, e que seja mais bem vinda ainda a delicia do desfrute do resultado desejado ser alcançado, sem esquecer que se não for assim, a gente pega e começa tudo de novo.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

sinal de vida.

  • Tô vivo. bom passar em casa, estava com saudades daqui. mas não é abandono não apenas pura falta de tempo.
  • as coisas estão enroladas em tenho esperança que melhorem.
  • Falando em esperança, depois daquela reportagem do transplante de rosto na França, eu e uma legião de feios de plantão já estamos aventando a possiblidade de uma melhorada no layout.
  • Enquanto esperava para cortar o cabelo, li Maitê proença na revista época, e lá ela fala de dois tipos de pessoas:

As Retilíneas que ficam na janela assistindo a vida passar, e as outras que agarram a vida pelos colarinhos, e assim como a autora, apresento-me no segundo grupo, aos trancos barrancos e etc, mas a gente vai levando.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

Novos slogans de velhas idéias.


























Não é preciso ser brasileiro para não desitir nunca, mas é preciso manter o fair-play e o entusiasmo, e é preciso não perder de vista o objetivo disto.
o desta galera era divertir a gente e o seu qual é?, seja qual for faça com que valha à pena, e não esqueça de se divertir enquanto estiver tentando.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2006

Manias

Largar o calçado ao lado da cadeira, dirigir descalço, andar descalço, dormir com o ventilador ligado e esquecer de desligar a tv, dormir tarde, dormir pouco, Iced Tea de pêssego, sentir o cheiro das frutas na feira, dirigir ouvindo musica, provar o tempeiro que faço antes de usar. Banhos longos à noite, celular no carregador, cozinhar para quem gosto, abraçar apertado, comer pingo de leite, ver tv ate dormir. Beijar e abraçar, se embolar com meu filho, mamão com limão, salada de frutas, frutas geladas, beliscar o queijo, dirigir pensando na vida, boas risadas, computador, ler, madrugada & vinho & salame, conversar noite a dentro, olhar as estrelas, documentos e gavetas organizados para evitar problemas, a mão na boca quando ansioso, Conversar com o Cara lá de cima e começar sempre me desculpando pelo incomodo, Achar o cabelo simplesmente sem solução. Fazer cafuné. Divagar ouvindo musica. Começar um livro e não sossegar até terminar, dormir no ônibus, trancar a casa e ficar na dúvida. e tem mais...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2006

Ano Novo, Senzala Velha


Gente este escriba aqui, não sumiu. apenas está assoberbado de trabalho.
O capitão do Barco agora quer fazer jet esqui toda hora. tá brabo. os posts vão demorar um pouquinho mais do que de costume mas vão sair.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

Curtas



Oi Gente, tô de volta por aqui.

Bem, ano novo e lá vamos nós, pensando nos conselhos, votos e tais para um novo ano, lhes digo o seguinte:

Não prometa nada, nem determine nada, mas tenha objetivos, e se proponha a não deixar der lutar por eles, sem o peso da obrigação de conseguir aquilo na data X ou no tempo Y. apenas viva bem a sua vida, e dê o melhor de si para aquilo e para quem faz por merecer.

Sorria, ame, compartilhe, dê aquilo que que te falta, ou que você gosta de receber, fica muito mais legal assim, melhor do que a rabugice de reclamar e deprimir pelo que está te faltando.

Em momentos mágicos e especiais, surgem criaturas especiais por perto de nós, e a gente só precisa querer para ve-las, e para conviver com elas. preste atenção em volta de voce.

Este fim de ano meu presente foi a companhia de uma linda morena, de cabelos longos, um sorriso lindo e com cheirinho de chocolate, e quando vi ela tinha se tornado tudibom na minha vida. Ela foi pra casa, e levou parte de mim com ela. Mas ela sabe bem que tem lugar certo para voltar. É melhor não demorar.

O que é um conselho

  • Nunca deixem de usar filtro solar! Se eu pudesse dar uma só dica sobre o futuro,seria esta: use filtro solar. Os benefícios a longo prazo do uso de filtro solar estão provados e comprovados pela ciência; já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha própria experiência errante.
  • Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês.
  • Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude. Ou, então, esquece... Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado. Mas, pode crer, daqui a vinte anos, você vai evocar as suas fotos e perceber de um jeito - que você nem desconfia hoje em dia quantas tantas alternativas se lhe escancaravam à sua frente, e como você realmente tava com tudo em cima. Você não é tão gordo(a) quanto pensa!
  • Não se preocupe com o futuro. Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra. As encrencas de verdade de sua vida tendem a vir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada, e te pegam no ponto fraco às quatro da tarde de uma terça-feira modorrenta. Todo dia enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.
  • Cante.
  • Não seja leviano com o coração dos outros.
  • Não ature gente de coração leviano.
  • Use fio dental.
  • Não perca tempo com inveja. Às vezes se está por cima, às vezes por baixo. A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo.
  • Não esqueça os elogios que receber.
  • Esqueça as ofensas. Se conseguir isso, me ensine.
  • Guarde as antigas cartas de amor.
  • Jogue fora os extratos bancários velhos.
  • Estique-se.
  • Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida. As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam, aos vinte e dois, o que queriam fazer da vida. Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda não sabem.
  • Tome bastante cálcio.
  • Seja cuidadoso com os joelhos. Você vai sentir falta deles.
  • Talvez você case, talvez não. Talvez tenha filhos, talvez não. Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante. Faça o que fizer, não se auto-congratule demais, nem seja severo demais com você. As suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo. É assim pra todo mundo.
  • Desfrute de seu corpo. Use-o de toda maneira que puder. Mesmo. Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele. É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir.
  • Dance. Mesmo que não tenha aonde além de seu próprio quarto.
  • Leia as instruções, mesmo que não vá segui-las depois.
  • Não leia revistas de beleza. Elas só vão fazer você se achar feio.
  • Dedique-se a conhecer os seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez.
  • Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.
  • Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons. Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas e de estilos de vida, porque quanto mais velho você ficar, mais você vai precisar das pessoas que conheceu quando jovem.
  • More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer.
  • More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.
  • Viaje.
  • Aceite certas verdades inescapáveis: Os preços vão subir. Os políticos vão saracotear. Você, também, vai envelhecer. E quando isso acontecer, você vai fantasiar que quando era jovem, os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes, e as crianças, respeitavam os mais velhos.
  • Respeite os mais velhos. E não espere que ninguém segure a sua barra.
  • Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada. Talvez case com um bom partido. Mas não esqueça que um dos dois pode de repente acabar.
  • Não mexa demais nos cabelos senão quando você chegar aos quarenta vai aparentar oitenta e cinco.
  • Cuidado com os conselhos que comprar, mas seja paciente com aqueles que os oferecem.
  • Conselho é uma forma de nostalgia. Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo, repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.
  • Mas no filtro solar, acredite!

Este texto é atribuído no Email que recebi ao Jornalista Pedro Bial.